APRESENTAÇÃO
Já lá vai um bom par de anos soube que um
colega meu era colaborador de um jornal regional. Despertou-me a curiosidade,
senti que seria uma forma de participação cívica activa. É frequente
encontrarmos algo de que discordamos, algo que nos perturba, que choca com os
nossos valores; quando esse choque é directo, manifestamo-nos, cara a cara.
Quando somos atingidos por uma notícia que chega pelos meios de comunicação
social comentamos entre os próximos e pouco mais.
É pouco,
manifestamente pouco e deixa a sensação de que nada se fez, de um encolher de
ombros, uma fraca resignação. Somos animais sociais, devemos participar
activamente na sociedade. Sobretudo não devemos calar ou justificar-nos perante
a nossa consciência com o argumento de que nada podemos fazer. Se cada um
tornar pública a sua opinião, as coisas podem mudar, a vida pode mudar, a
sociedade pode mudar.
Assim
decidi tornar pública a minha opinião acerca das coisas que me despertam
reacção, seja ela positiva ou negativa.
Iniciei,
então, uma colaboração que se prolongou, fui escrevendo. O desenvolvimento das
novas tecnologias permite novas formas de comunicação. Surgiu então a ideia
deste espaço virtual.
Os
artigos escritos ao longo destes anos são aqui publicados; é um espólio que fica
para quem o quiser conhecer. Todos eles tiveram um título comum, uma epígrafe:
resolvi chamar a essa minha veia “Direito por linhas tortas”; daí resulta o
título do blog. Novas contribuições terão agora esta tribuna.
Naturalmente
que o espaço ficará grandemente enriquecido com as contribuições que os
cibernautas acharem por bem trazer. Fico à espera de comentários, sugestões,
expressões de concordância e de discordância pois só assim terá interesse
manter um espaço de debate de ideias. Poderemos fazer algo.


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